No ambiente de saúde, a confiança é fundamental. Contudo, a era digital trouxe um novo desafio: o registro de imagens ou vídeos sem autorização durante o atendimento. Essa prática, cada vez mais comum, representa um risco significativo para o profissional de saúde, podendo gerar implicações jurídicas, éticas e profissionais. A intimidade do ato médico, a privacidade do paciente e a segurança do ambiente assistencial exigem proteção rigorosa. Entender como lidar com essa situação é crucial para salvaguardar sua carreira e sua reputação.
Este artigo detalha como agir e se proteger diante de filmagens ou fotografias não autorizadas no plantão, garantindo seus direitos e a segurança do ambiente de trabalho.
O Registro de Imagens sem Consentimento: Riscos e Impactos
A proliferação de smartphones e a cultura de compartilhamento instantâneo nas redes sociais transformaram a dinâmica das relações sociais, e o ambiente de saúde não está imune. Profissionais têm se deparado com situações em que pacientes, acompanhantes ou colegas realizam gravações sem autorização, o que pode gerar vulnerabilidade para o médico.
Ameaças à Imagem Profissional
Um estudo recente destaca que a gravação de consultas sem autorização, embora não seja ilícita para fins de prova judicial, torna-se um problema grave com a divulgação indevida. O risco não está apenas na gravação, mas no uso que pode ser feito dela. A divulgação de imagens ou vídeos sem consentimento pode expor o profissional a julgamentos precipitados, distorções da realidade e campanhas difamatórias, comprometendo sua honra e imagem profissional. A falta de controle sobre o material gravado abre portas para interpretações equivocadas e para a disseminação de informações fora de contexto, com consequências devastadoras para a carreira.
Impacto na Relação Médico Paciente
A presença de câmeras e a possibilidade de gravação podem gerar um ambiente de desconfiança, prejudicando a relação médico paciente e a espontaneidade necessária para um atendimento eficaz. O profissional, ciente de que pode estar sendo gravado, pode sentir se inibido, afetando a qualidade da comunicação e, consequentemente, a segurança assistencial. A instituição de saúde também é impactada, pois a omissão diante dessas práticas pode configurar uma falha no dever de proteção do corpo clínico e do ambiente de trabalho.
Seus Direitos e as Consequências Legais
O direito à imagem, à privacidade e à honra são pilares fundamentais protegidos pela Constituição Federal do Brasil (Art. 5º, inciso X) e pelo Código Civil (Arts. 20 e 21). Esses dispositivos asseguram a inviolabilidade da intimidade e da imagem, garantindo indenização por danos materiais ou morais decorrentes de sua violação. Para o profissional de saúde, essa proteção é ainda mais relevante, pois sua imagem está intrinsecamente ligada à sua credibilidade e à sua capacidade de exercer a profissão.
Proteção Constitucional e Civil
A divulgação não autorizada de imagens em redes sociais, por exemplo, pode gerar responsabilidade civil e a obrigação de reparar danos. O Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio de resoluções e pareceres, tem se posicionado sobre a gravação de atendimentos, reforçando a necessidade de consentimento e a proibição da divulgação sem autorização. Denúncias éticas junto ao CRM ou ações judiciais podem surgir de divulgações indevidas.
Diferença entre Gravação Pessoal e Divulgação
É crucial diferenciar a gravação para uso pessoal do paciente (que, em algumas situações, pode ser lícita para fins de prova judicial) da divulgação pública desse material. A licitude da gravação para uso próprio não confere ao paciente o direito de publicar o conteúdo a terceiros (redes sociais, WhatsApp, imprensa), pois isso violaria a intimidade e a honra do profissional. Nesses casos, o médico pode buscar reparação por danos extrapatrimoniais e acionar a esfera criminal. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também protege os dados pessoais e sensíveis, exigindo consentimento para o tratamento e divulgação de informações.
Como Agir e o Papel da Instituição
Diante da possibilidade de ser filmado ou fotografado sem consentimento, o profissional de saúde deve conhecer seus direitos e os limites legais do paciente. O ambiente assistencial exige respeito e segurança, e o médico tem o direito de preservar a integridade desse ambiente. O paciente, embora tenha direito à informação, não tem o direito irrestrito de gravar ou divulgar imagens que comprometam a privacidade e a honra do profissional ou de outros pacientes.
Direitos do Profissional e Limites do Paciente
A quebra de confiança causada pela gravação sem consentimento pode ser motivo para a suspensão ou rescisão do contrato de atendimento, exceto em casos de urgência ou emergência, onde o dever de agir é imperativo (conforme o Código de Ética Médica, § 1º do Art. 36). Conhecer esses direitos e limites é o primeiro passo para uma postura preventiva e para a construção de uma defesa sólida.
Responsabilidade da Instituição de Saúde
O dever de preservação do ambiente assistencial também recai sobre a instituição de saúde. Hospitais e clínicas têm a responsabilidade de proteger seus colaboradores e de estabelecer políticas claras sobre o uso de dispositivos eletrônicos e a gravação de atendimentos. A omissão institucional pode gerar responsabilidade solidária em caso de danos ao profissional. É fundamental que as instituições ofereçam suporte jurídico e psicológico, além de promoverem campanhas de conscientização sobre o respeito à privacidade.
Ações Imediatas e Pós Ocorrência
Agir de forma estratégica ao perceber uma gravação não autorizada é crucial para mitigar riscos. O primeiro passo é orientar o paciente de forma clara e assertiva sobre a proibição de gravações sem consentimento no ambiente assistencial, explicando que a medida visa proteger a privacidade de todos. Se o paciente insistir, o médico pode suspender o atendimento (exceto em urgências).
No Momento da Gravação
É fundamental registrar o ocorrido detalhadamente no prontuário do paciente, descrevendo a situação, a orientação dada e a resposta. Além disso, comunique o fato à gestão ou ao departamento jurídico da instituição. Este registro é uma prova importante. Evite o confronto direto, mantendo a calma e a postura profissional para desescalar o conflito.
Após a Divulgação Indevida
Caso a imagem seja divulgada sem autorização, acione imediatamente o suporte jurídico. Um advogado especializado em direito médico e digital poderá orientar sobre ações como solicitação de remoção do conteúdo, notificação extrajudicial ou ação de indenização por danos morais. Colete todas as provas da divulgação (capturas de tela, links, datas) para fortalecer a defesa. A rapidez na ação é fundamental para evitar a propagação e minimizar os danos à reputação.
A Proteção do Profissional Exige Conhecimento e Suporte
A proteção do profissional de saúde em um cenário de crescente exposição exige conhecimento jurídico, postura preventiva e suporte institucional. A gravação ou fotografia sem consentimento no plantão é uma realidade, e agir corretamente é fundamental para reduzir riscos legais e evitar exposição indevida. Conhecer seus direitos, documentar os fatos e buscar apoio especializado são as chaves para salvaguardar sua carreira e reputação.
A Forza Seguros compreende a complexidade desses desafios e se posiciona como a parceira ideal. Com advogados especializados em direito médico, a Forza oferece proteção securitária, assessoria jurídica preventiva, revisão de protocolos de comunicação e suporte para lidar com situações de gravação e divulgação indevida. Não espere a situação se agravar. Transforme a prevenção em sua maior aliada. Conte com a Forza para proteger o que você construiu com tanto esforço.
Converse com um especialista da Forza Seguros e garanta a proteção que sua carreira merece. Clique aqui e faça seu orçamento

